sexta-feira, 21 de julho de 2017

Panquecas de abacate e mirtilos

Resolvi adaptar esta receita do Running to the Kitchen, que resultou numas panquecas bem fofas, que fazem um excelente pequeno-almoço para pequenos e crescidos. É uma boa forma de comer abacate para quem não aprecia muito este fruto, mas quer introduzi-lo na alimentação devido às suas propriedades bem saudáveis. O sabor dilui-se e só se adivinha a sua presença pela consistência sedosa destas panquecas.

Cá em casa, o bebé, agora com nove meses, adora fruta, mas não é louco por abacate. Assim, come a sua dose de abacate com satisfação.




Ingredientes:

1 banana bem madura
2 abacates pequenos bem maduros
1 colher de sopa de óleo de coco + qb para pincelar a frigideira
1 colher de sopa de sementes de linhaça
120 g de farinha de espelta integral
1 colher de chá de fermento
100 ml de leite de arroz
90 g de mirtilos (frescos ou congelados)


Começar por moer as sementes de linhaça. Colocar numa taça e misturar duas colheres de sopa de água. Reservar.

Com um garfo, esmagar a banana e o abacate. Juntar o óleo de coco e as sementes de linhaça e misturar.

Adicionar a farinha e o fermento. Juntar o leite de arroz e misturar bem.

No final, envolver os mirtilos.

Pincelar uma frigideira anti-aderente com óleo de coco e colocar colheres de sopa com algum espaço entre elas. Cozinhar dois dois lados e repetir até acabar a massa.

Rende 10 panquecas pequenas.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Tarteletes de amêndoa, ameixa e gengibre

Tinha muitas ameixas vermelhas no frigorífico que corriam o risco de se estragarem, de tão maduras que estavam. É uma pena deixar estragar fruta madura, quando se podem fazer coisas tão deliciosas com ela! Por isso, resolvi experimentar fazer curd de ameixa e com ele forrar umas tartes de amêndoa. A conjugação resultou muito bem, com o toque mais inusitado do gengibre a fazer vibrar o conjunto.





Ingredientes:

Base

200 g de amêndoa sem casca
2 colheres de sopa de mel
1 colher de sopa de óleo de coco
1 pitada de bicarbonato de sódio

Curd de ameixa

1 kg ameixas vermelhas
60 g de açúcar de coco
40 g de gengibre fresco
2 gemas de ovo
2 colheres mal cheias de amido de milho
1 colher de sopa de óleo de sésamo não tostado


Começar por fazer o recheio. Numa panela anti-aderente, levar ao lume as ameixas descaroçadas com o açúcar e o gengibre cortado em fatias. Deixar cozinhar em lume brando.

Triturar até obter um puré. Voltar a levar ao lume.

Retirar um pouco do puré para uma taça. Aí, juntar as gemas de ovo e o amido de milho e bater com um garfo até estar tudo bem misturado. Juntar esta mistura à panela e deixar cozinhar em lume brando durante 15 minutos, mexendo de vez em quando.

Retirar do lume e adicionar o óleo de sésamo. Verter para um boião de vidro e reservar no frio.

Para a base, triturar as amêndoas até obter farinha. Juntar o mel, o óleo de coco e o bicarbonato. Misturar com as mãos até formar uma bola. Envolver com película aderente e levar ao frio durante 10 minutos.

Formar cinco bolas de massa sensivelmente do mesmo tamanho. Untar cinco formas de tartelete com óleo de coco. Achatar uma das bolas entre as mãos e, com os dedos, forrar uma das formas. Repetir o processo para as cinco formas.

Levar ao forno pré-aquecido a 200º durante 12 minutos. Deixar arrefecer na forma e desenformar com cuidado só depois de completamente frio.

Encher com o recheio e levar ao frio até à hora de servir.


sexta-feira, 30 de junho de 2017

Tarte de banana, coco e mirtilos

Uma sobremesa inspirada nesta receita do Healthy Little Foodies, esta tarte dá para pequeninos e crescidos porque não tem açúcar adicionado. Ao doce da banana, acresce o açúcar dos mirtilos quando explodem no meio da massa ou quando se desfazem na boca. A combinação com o coco é perfeita, dando um toque mais aveludado, sem precisarmos de acrescentar gordura.

Para os mais gulosos, pode acrescentar-se à massa uma meia dúzia de tâmaras secas.





Ingredientes:

200 g de flocos de aveia integrais (certificados sem glúten para uma sobremesa sem glúten)
30 g de coco ralado
250 ml de leite de coco
1 ovo
2 bananas maduras
150 g de mirtilos


No liquidificador, colocar as bananas, o ovo e o leite de coco. Bater bem até obter um creme.

Adicionar os flocos de aveia e o coco. Continuar a bater até obter uma massa granulosa.

Verter a massa para uma forma de tarte. Distribuir os mirtilos por cima e calcar com as costas de uma colher.

Levar ao forno a 190º durante 30 minutos.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Panquecas de banana, aveia e mandioca

Esta é a minha primeira receita para crianças. Na verdade, não é exatamente - já aqui publiquei estas trufas de cacau e feijão preto, a pensar nas crianças diabéticas, ou estes biscoitos de cenoura e chocolate, baseados nas minhas memórias de infância. Mas hoje publico a minha primeira receita para o meu filho, que tem agora oito meses e começou aos seis meses a diversificação alimentar.

Queria muito amamentar exclusivamente até aos seis meses e consegui fazê-lo. Mas estava cheia de vontade de começar a dar outro tipo de alimentos ao bebé e portanto, assim que ele começou a mostrar curiosidade pela nossa comida, comecei a deixá-lo provar algumas coisas. Mas só quando fez seis meses é que começámos realmente a dar-lhe comida, seguindo o método do Baby Led Weaning. No papa for you today!

Este método de introdução aos alimentos é muito divertido e é impressionante ver a rapidez com que o bebé aprendeu a lidar com os sólidos. Em duas semanas, passámos de uma fase em que ele deitava quase tudo para o chão, engasgava-se de vez em quando, desfazia as coisas nas mãos sem as conseguir pôr na boca, para uma outra fase em que come quase tudo o que apanha, com muito menos desperdício, e já não se engasga.

É um prazer vê-lo comer sozinho, explorar as texturas e os sabores, escolher o que lhe agrada mais. E assim podemos comer juntos, em família!

Estas panquecas servem de pequeno-almoço para o pequeno, cortadas em tiras e acompanhadas com fruta (morangos, cerejas e nêsperas são o top 3 do senhor), mas também fazem um excelente pequeno-almoço para adultos, com umas fatias de banana e umas avelãs partidas ou então com coco ralado e um fio de xarope de agave.




Ingredientes:

1 banana bem madura
40 g de farinha de mandioca
65 g de flocos de aveia (certificados sem glúten, para uma versão sem glúten)
1 colher de sopa de sementes de chia
1 colher de sopa de vinagre de sidra
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
Óleo de coco qb


Triturar as sementes de chia e juntar duas colheres de água. Misturar e reservar.

Moer os flocos de aveia até obter farinha-

Esmagar a banana com um garfo. Juntar o vinagre, o bicarbonato e as sementes de chia. Adicionar as farinhas e meia chávena de água e misturar.

Pincelar uma frigideira com óleo de coco. Juntar uma colher de sopa de massa e alisar com a colher ou uma espátula. Dourar de um lado, virar, espalmar com a espátula e dourar do outro.




terça-feira, 23 de maio de 2017

Chutney de ruibarbo e gengibre

O ruibarbo é um ingrediente versátil, que se vê com mais frequência em doces, mas que pode também ser usado em pratos salgados. Este chutney é o casamento perfeito do doce com o salgado e acompanha lindamente todo o tipo de pratos indianos, mas também pode ser servido de formas mais originais - eu pessoalmente adoro-o com legumes verdes cozidos, em vez do tradicional azeite.

A inspiração veio do site Marmiton.




Ingredientes:

500 g de ruibabo
30 g de gengibre
1 cebola pequena
2 colheres de sopa de vinagre balsâmico
3 colheres de sopa de açúcar mascavado escuro
1 colher de café de pimenta da Jamaica
1/2 colher de café de noz moscada
1 colher de café de caril
Óleo de sésamo não tostado
Pimenta
Sal


Cortar o gengibre em tiras finas. Cortar o ruibarbo em pedaços pequenos.

Numa panela anti-aderente, aquecer um fio de óleo de sésamo e dourar o gengibre em lume brando, mexendo sempre.

Ao fim de alguns minutos, adicionar o ruibarbo e duas colheres de sopa de água. Juntar duas colheres de sopa de açúcar e as especiarias e temperar com sal e pimenta.

Tapar a panela e refogar em lume brando até o ruibarbo se desfazer.

Entretanto, picar a cebola e colocar numa panela, juntamente com o vinagre balsâmico e o restante açúcar. Levar a lume brando, juntando uma colher de água de vez em quando para evitar que a temperatura suba demasiado (não é suposto o açúcar caramelizar).

Quando a cebola estiver cozinhada, juntar ao chutney e deixar ainda ao lume mais 10 minutos.

Colocar num frasco hermético e guardar no frigorífico. Servir frio.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Bolo invertido de ruibarbo

Esta receita do Coco & Baunilha chamou-me logo a atenção, visto que o ruibarbo é muito apreciado cá em casa. Assim que pus as mãos numa quantidade generosa do dito, resolvi experimentar este bolinho, que é delicioso. Fiz algumas adaptações à receita original, por isso aqui fica a minha versão.




Ingredientes:

Cobertura

400 g de ruibarbo
120 g de açúcar mascavado escuro
50 ml de óleo de sésamo não tostado
Raspas de meio limão

Bolo

180 g de farinha de espelta integral
100 ml de azeite
70 g de tâmaras secas descaroçadas
2 ovos
200 ml de leite de soja
1 colher de sopa de sumo de limão
1/2 colher de chá de fermento
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 pitada de sal


Numa frigideira anti-aderente, aquecer o óleo, as raspas de limão e o açúcar. Quando começar a borbulhar, juntar o ruibarbo sem o cortar. Ir mexendo de vez em quando, deixando cozinhar em lume brando até caramelizar.

Forrar uma forma de bolo com papel vegetal e dispor o ruibarbo com cuidado. Regar com calda e reservar.

Juntar o leite de soja com o sumo de limão e deixar repousar 10 minutos.

No liquidificador ou processador de alimentos, bater os ovos, o azeite e as tâmaras até obter um creme homogéneo.

Misturar a farinha com o sal, o fermento e o bicarbonato. Adicionar o creme anterior e bater. Juntar o leite de soja e continuar a bater.

Verter a massa na forma. Levar ao forno a 180º durante 40 minutos.



segunda-feira, 1 de maio de 2017

Satay de frango com molho de amendoim

Fui à Malásia quando era criança, nas viagens de férias que fazia com os meus pais. Numa das vezes que visitámos esse belo país, estivémos na região do Bornéu: lembro-me das ilhas onde havia praias desertas paradisíacas, do monte Kinabalu, do resort onde ficámos instalados (por erro do hotel, ficámos na suite real, porque tinham perdido a nossa reserva e todos os outros quartos estavam cheios!) e do satay. É verdade, não me lembro mais nada do que comemos, mas lembro-me do satay.

Estas espetadas cheias de especiarias, acompanhadas com um molho doce delicioso, ficaram-me na memória até hoje. E sempre que posso, volto a elas com prazer. Desta vez segui a receita do Rasa Malaysia.





Ingredientes:

2 peitos de frango

Marinada:

2 colheres de sopa de óleo de sésamo não tostado
1 bolbo de citronela
2 dentes de alho
3 chalotas
1 colher de chá de cúrcuma
1 colher de chá de coentros em pó
1 colher de chá de açúcar mascavado escuro
1 pitada de piri-piri
Sal

Molho de amendoim:

2 colheres de sopa bem cheias de manteiga de amendoim
1 colher de sopa de molho de soja
1 colher de chá de açúcar mascavado escuro
1 colher de sopa bem cheia de polpa de tamarindo
1 noz de gengibre
2 dentes de alho
3 chalotas


Abrir os peitos de frango e bater com o martelo da carne ou o rolo da massa até ficarem finos. Cortar em tiras e reservar.

Juntar todos os ingredientes da marinada no liquidificador. Adicionar um pouco de água e triturar. Juntar à carne e deixar marinar durante 8 horas.

Colocar as tiras de carne em espetos de madeira, previamente demolhados em água. Levar ao forno em função grill durante 10 minutos, virando a meio para uma cozedura homogénea.

Para o molho, juntar a manteiga de amendoim, o molho de soja, o tamarindo e o açúcar numa panela não aderente. Ralar o gengibre e acrescentar à panela, bem como os alhos e as chalotas finamente picados. Adicionar água, mexendo sempre, até obter um creme. Levar a lume brando durante 5 minutos, mexendo sempre.

Servir o molho com as espetadas.



terça-feira, 25 de abril de 2017

Bacalhau com funcho

Uma receita muito antiga, inventada por mim em tempos idos, este bacalhau com funcho faz um prato muito apetitoso para quem aprecia bacalhau. Raramente o cozinho cá em casa, porque tenho um companheiro que não consegue comer bacalhau (depois de passar 4 meses a comer bacalhau várias vezes por semana, com o intuito de experimentar todas as receitas portuguesas com bacalhau, estranhamente, enjoou, quem diria?). Mas hoje cozinhei só para mim e resolvi voltar a esta receita.




Ingredientes:

2 lombos de bacalhau fresco
1 cebola grande
1 cenoura grande
1 bolbo de funcho com a rama
150 ml de nata de soja
Sal
Pimenta
Azeite
Pão ralado qb


Picar a cebola e dourar num fio de azeite. Juntar a cenoura ralada e o funcho fatiado e deixar cozinhar tapado em lume brando até os legumes estarem tenros.

Adicionar o bacalhau cortado em cubos e continuar a cozinhar durante 12 minutos. Retirar do lume, adicionar a nata de soja e duas colheres de sopa bem cheias de rama de funcho. Temperar com sal (se necessário) e pimenta.

Verter a mistura num pirex de ir ao forno. Polvilhar com pão ralado e colocar 5 minutos em função grill para tostar.

Servir com uma salada de tomate.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Garoupa com endívias

Mais uma receita deliciosa do livro de receitas ch'ti. Tenho experimentado e adaptado imensas sugestões deste livro e têm sempre corrido lindamente, proporcionando refeições muito agradáveis e diferentes.

As endívias não são muito usadas em Portugal, mas são o ingrediente icónico da região francesa Le Nord. Podem comer-se com tudo (acho que só ainda não as vi em sobremesas, mas nunca fiando!) e neste caso acompanham - e bem! - uns belos lombos de garoupa.




Ingredientes:

4 endívias
2 lombos de garoupa
2 batatas
1 cebola roxa
100 ml de nata de soja
1 colher de sopa de molho de soja
1 colher de sopa de açúcar mascavado escuro
1 colher de chá de endro
Sal
Pimenta
Azeite


Abrir as endívias ao meio no sentido longitudinal. Dourar num fio de azeite numa panela anti-aderente. Quando estiverem douradas de ambos os lados, acrescentar o açúcar mascavado e deixar caramelizar.

Temperar com sal e pimenta, adicionar meio copo de água e deixar cozinhar durante 20 minutos.

Cozer as batatas com pele. Quando cozida, descascar e cortar em rodelas grossas.

Cortar a cebola em rodelas e dourar num fio de azeite.

Dispor as batatas no fundo de uma travessa de ir ao forno. Por cima, colocar os lombos de garoupa, temperando com sal e pimenta. Distribuir por cima a cebola dourada.

Juntar a nata de soja e o molho de soja. Regar com este molho.

Salpicar com o endro.

Levar ao forno a 200º durante 20 minutos.

sábado, 8 de abril de 2017

Panquecas de grão com beterraba e abacate

Uma receita do blogue Holy Cow! que resultou muito bem, estas panquecas de grão fazem uma base formidável para amontoar o que quer que esteja a passear no frigorífico. Usei molho de tomate caseiro para barrar, mas pode também usar-se molho pesto, maionese normal ou vegan ou outro molho que vos agrade.

Quanto aos toppings, tal como numa pizza, podem ser o que o homem quiser. A mistura da beterraba, do abacate e do creme de caju para nós resultou particularmente bem, fazendo um contraste dos ingredientes quentes com os frios que casa maravilhosamente com estas temperaturas de primavera que agora se fazem sentir.





Ingredientes:


Panquecas

2 chávenas de grão cozido
1 chávena da água de cozedura do grão
1 colher de chá de alho em pó
1 colher de chá de oregãos secos
1/2 colher de chá de cúrcuma
1 pitada de piri-piri
1 colher de chá de sal fino
70 g de farinha de arroz integral

Toppings

Molho de tomate caseiro
2 colheres de sopa de salsa picada
2 beterrabas
4 abacates pequenos
2 cebolos picados
Algumas colheres de creme de caju


Começar por cozer as beterrabas com pele em água abundante.

No liquidificador, colocar os ingredientes das panquecas, menos a farinha de arroz. Triturar até obter um creme.

Verter o creme para uma taça e juntar a farinha. Misturar bem e retificar os temperos, se necessário.

Aquecer duas frigideiras anti-aderentes e pincelar com azeite.

Numa delas, colocar um quarto da mistura das panquecas. Alisar com uma espátula e deixar cozinhar até a parte de baixo estar dourada. Usando a outra frigideira, virar com cuidado e continuar a cozinhar. Reservar, mantendo quente.

Repetir o processo até ter quatro panquecas grandes.

Barrar cada uma das panquecas com o molho de tomate. Salpicar com salsa. Retirar as beterrabas da água, tirar a pele e cortar em cubinhos, que se dispõem sobre as panquecas.

Cortar os abacates em lâminas e dispor sobre as panquecas. Espalhar algumas colheres de creme de caju por cima e salpicar com os cebolos picados.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Pão de alfarroba sem glúten

De todas as receitas de pães sem glúten que já experimentei, esta é definitivamente a minha preferida. Inspirada nesta receita do Vidas sem glúten, fui fazendo alterações até encontrar O pão sem glúten, aquela receita a que recorro sempre e que nunca falha.

O problema dos pães sem glúten é que são muitas vezes demasiado parecidos com bolos, sobretudo quando a receita leva ovos, ou então são demasiado pastosos, porque as farinhas sem glúten não levedam da mesma forma e portanto a massa fica pouco arejada. Às vezes é o sabor que desaponta, quando a combinação das farinhas não funciona tão bem. Testei muitas receitas sem nunca ficar completamente satisfeita.

Pelo contrário, este pão de alfarroba é delicioso, com uma consistência bastante interessante. Para o confecionar, uso isco de trigo integral, visto que os vestígios de glúten que aí se encontram vão ser destruídos pelo processo de levedação (ver este artigo se quiser saber mais). Mas para quem tem doença celíaca e não quer arriscar, aconselho que se fabrique um isco de trigo sarraceno, usando o processo descrito na receita do isco de centeio do blogue Zine de pão.




Noite do dia anterior:


120 g de isco de trigo integral (ou isco de trigo sarraceno)
200 g de flocos de aveia (certificados sem glúten)
200 ml de água tépida


Moer os flocos de aveia até obter farinha. Juntar a farinha com a água e o isco. Misturar bem, tapar com um saco de plástico e deixar repousar durante a noite.


Manhã do dia seguinte:


100 g de fécula de batata
100 g de farinha de mandioca
25 g de farinha de arroz integral
25 g de farinha de trigo sarraceno
50 g de farinha de alfarroba
10 g de goma xantana
6 g de sal fino
1/2 colher de sopa de mel
3 colheres de sopa de azeite
1 colher de sopa de vinagre de sidra
175 g de água tépida


Juntar as farinhas, a goma xantana e o sal. Misturar e abrir uma cova no meio.

À mistura do dia anterior, juntar o azeite, o vinagre, o mel e a água. Misturar com uma colher de pau.

Juntar as duas misturas. Bater na batedeira profissional com a vareta de amassar à velocidade 2 durante alguns minutos, até a massa ter uma consistência homogénea.

Colocar a massa numa forma de bolo inglês. Tapar com um pano húmido e deixar levedar 7 a 8 horas.

Levar ao forno a 220º durante 15 minutos. Baixar a temperatura para 180º e deixar cozer mais 30 minutos. Desligar o forno, retirar o pão da forma e deixar no forno mais 15 minutos.




terça-feira, 4 de abril de 2017

Chowder de pescada

Mais uma adaptação de uma receita de Nigel Slater, que vi já há muitos meses no seu programa televisivo Dish of the Day. Estava guardada para ser experimentada e estes lombos de pescada estavam mesmo a pedi-las.

Chowder é uma sopa americana de peixe e / ou mariscos, feita com leite (neste caso, com leite vegetal). Fica um prato saboroso que vale a pena experimentar.




Ingredientes:

500 g de lombos de pescada
500 ml de leite de soja não açucarado
2 folhas de louro
8 grãos de pimenta preta
1 cebola
1 pastinaga
1 cenoura
1/2 aipo-nabo
1 colher de chá de sementes de mostarda
1 colher de chá de cúrcuma
1 colher de sopa de farinha de arroz
2 colheres de sopa de salsa picada
Sal
Azeite


Colocar o peixe numa panela com o leite de soja, as folhas de louro, os grãos de pimenta grosseiramente esmagados e um pouco de sal e levar ao lume. Deixar fervilhar cinco minutos, retirar do lume e reservar durante meia hora.

Dourar a cebola picada num fio de azeite. Acrescentar os restantes legumes cortados em cubinhos e as especiarias. Baixar o lume e deixar cozinhar até os legumes estarem tenros.

Salpicar a mistura com a farinha e mexer durante dois minutos. Retirar a pescada do leite e reservar. Verter o leite por cima dos legumes e deixar fervilhar alguns minutos até a farinha estar cozida e o líquido tenha ganho alguma espessura. Temperar com sal.

Colocar o peixe na panela apenas o tempo suficiente para voltar a ficar quente. Salpicar com salsa picada e servir.


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